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AMAMENTAR VALE OURO

Atualizado: 24 de abr. de 2023


... e com o apoio da família, e de profissionais da saúde, é ainda melhor!








Olá... mamães, papais e familiares!


Hoje gostaríamos de conversar a respeito de um momento muito especial que é o momento da amamentação do bebê, que logo ao nascer, vai para os braços da mamãe para ser acolhido e alimentado. Esse momento é para ser agradável, com muitas trocas de amor, afeto, carinho, e não só entre mamãe-bebê, mas para com todos os envolvidos na relação familiar.


De acordo com alguns estudos, é sabido que a interação mamãe-bebê, para além de ser um momento de muita fofurice, a amamentação é também um momento que proporciona riquezas positivas para o desenvolvimento saudável psicológico, emocional e fisiológico da criança. Ao tocar o seio materno enquanto se alimenta, ambos desfrutam do toque, do calor e dos olhares entre eles e, além disso, o bebê recebe todos os anticorpos que ele precisa, todas as vitaminas e proteínas. Trata-se de comunicação íntima de muitas trocas e cumplicidade, onde o deleite de amamentar no seio é maior em relação ao amamentar com mamadeira.


Um olhar da Psicologia


O momento mamãe-bebê e a amamentação torna o 'apego seguro' importante, pois o vínculo criado entre ambos permite que a criança tenha um bom desenvolvimento emocional, corroborando para uma pessoa mais confiante em si mesma no futuro, não sendo facilmente agressiva, por exemplo, e tendo uma relação social mais amistosa, entre outros benefícios.


A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o aleitamento materno seja exclusivo até os 6 meses de idade e complementado até 24 meses ou mais.

De acordo com D. W. Winnicott, pediatra e psicanalista inglês (1957/1987), as mamães são naturalmente capacitadas na sua percepção em relação ao bebê podendo interpretar as necessidades do pequeno ser. Contudo, o autor (1954/1992) comenta também que, em alguns casos, pode haver algumas razões (inconscientes) que impendem a relação mamãe-bebê de ser boa, levando a mãe a não conseguir acolher as necessidades do seu bebê e não se adaptar a estas como deveria.

Quando a mãe não consegue sozinha entender o que a impede de se relacionar com seu bebê, essa mãe precisa ser percebida, acolhida, ouvida e ajudada, para, então, compreender e ressignificar os motivos que a impendem de ter uma boa relação com seu bebê. Essa mãe precisa ser cuidada para poder conseguir cuidar!



A decisão de amamentar, ou não...


Suas experiências anteriores... Sua própria amamentação quando bebê... poderão interferir na sua decisão...

Ainda que haja toda uma campanha favorável para a amamentação exclusiva do bebê de pelo menos 6 meses, a mãe tem o direito de querer amamentar, ou não. Nas políticas públicas, amamentação é pauta importante, uma vez que é visto como resultado positivo, seja para o bebê, seja para a mãe ou familiares, quando olhado numa dimensão biológica, psicológica e emocional.


Suas experiências anteriores, ou de pessoas próximas que amamentam ou amamentaram, poderão interferir na sua decisão, inclusive, pode ter a ver com sua própria amamentação quando bebê no seio da sua mãe, ou não. Um bom amamentar não é pautado somente na interação mamãe-bebê, mas a partir das relações saudáveis de apoio do esposo-pai e toda família, além da rede de relações externas mais próxima a ela em consideração a mulher e mãe que ela é. Isso ajuda na sua tomada de decisão.


Somos seres humanos e livres... com entendimento subjetivo sobre si mesmo e do que está a sua volta...

A mulher (assim como o homem) pode querer ser e estar no mundo como melhor desejar, porque somos seres humanos e livres para ser e estar como desejarmos. É um ser dotado de mente e corpo, com entendimento subjetivo sobre si mesmo e do que está a sua volta, cheio de experiências vividas e trocadas ao longo da vida. E esta mulher-mãe traz experiências que podem ser positivas, ou não. Então, ao decidir amamentar, ou não, poderá ser levada em consideração sua dimensão existencial e tudo que está relacionado à sua autenticidade como pessoa, como mulher e como mãe.


É preciso respeitar suas experiências quando não foram boas, mas é necessário ajudar na ressignificação delas. Não há como dedicar cuidado ao outro, no caso do bebê, sem conseguir desenvolver um relacionamento seguro para ambos. É preciso compreender essa mãe e ajudá-la a si compreender. Amamentar é uma forma de cuidar, é doar-se, é amar. Mas, ao olhar para o ato de não amamentar pelo viés fenomenológico (a partir da experiência subjetiva dessa mãe), o não amamentar também é uma forma de cuidado, em relação ao contexto em que ela se encontra.


A mãe que toma a decisão de amamentar seu bebê é levada, muitas vezes, a se surpreender ao descobrir novas experiências valiosíssimas que enriquece sua corporeidade (uma mistura entre consciência e corpo). O funcionamento corporal, suas sensações e emoções serão expressas de forma mais prazerosa e validando suas expectativas dos novos momentos.


Saiba que amamentar vale ouro na vida do seu filho (a), na sua vida e na de sua família!

Então, mãe, se você pode e quer amamentar seu bebê, curta todo esse momento maravilhoso! Amamente até quando puder e/ou seu filho quiser. Saiba que amamentar vale ouro na vida do seu filho (a), na sua vida e na de sua família. Fortalecem os laços afetivos, e a presença do pai e dos familiares favorece o prolongamento da amamentação! Ajuda também na prevenção da dentição evitando problemas na formação, e o aparecimento de cáries é menor, assim como problemas na fala. Pode-se acrescentar também nessa prevenção menos chances de doenças respiratórias e do coração, diarreias, diabetes, hipertensão, além de uma alimentação na medida para o desenvolvimento do bebê. Para a mamãe há a diminuição da hemorragia pós-parto, consegue retornar ao seu peso com mais facilidade, além da redução do câncer de mama!



A Fisioterapia acolhe as mamães contribuindo para amamentação do bebê


A fisioterapia tem um papel importante na preparação da mãe no pré e pós-natal, assim como para a amamentação do bebê. O (a) fisioterapeuta pode ajudar a futura mamãe, ou já mamãe, sobre o bom funcionamento do seu corpo. Entre outras contribuições, orientando-a a manter a melhor postura possível antes e durante as mamadas para que mamãe e bebê tenham uma experiência muito boa deste momento precioso. Também é importante, pois o profissional pode ajudar a mamãe, com técnicas específicas, adequar as mamas para um aproveitamento mais rico desta experiência. Enfim, a perspectiva do fisioterapeuta é a promoção da saúde também com aleitamento materno para o bem de todos os envolvidos.

Há casos em que a mamãe precisa do acolhimento deste profissional também, para ajudá-la nessa nova caminhada.


Quando o corpo está em pleno e perfeito funcionamento... o lado emocional também caminhará bem.

É comum que o (a) fisioterapeuta atue junto a uma equipe multiprofissional com sua especialidade para contribuir com a saúde da mulher. Desta forma, poderá também fazer orientações individuais; com os futuros papai e mamãe ou com toda família, ou grupos afins. É importante estimular a mamãe a melhorar o condicionamento postural, reeducando-se. O trabalho com ela é na prevenção e tratamento após avaliação. Quando o corpo está em pleno e perfeito funcionamento evitando dores e estresses físicos, o lado emocional também caminhará bem.


O bem-estar físico (do corpo) e fisiológico (que se refere às funções do corpo) da mamãe é primordial para estar disposta ao bebê, sendo importante para que o aleitamento materno possa fluir positivamente. E o (a) fisioterapeuta clínico possui capacidade para apoiar a mamãe em suas dificuldades, prevenindo ou tratando problemas para evitar outros problemas futuro. O não funcionamento adequado da funcionalidade física, além de gerar desconfortos para a mamãe na hora de amamentar com dores até insuportáveis, também poderá viver uma experiência frustrante de um momento tão almejado e idealizado por falta de orientação e cuidados. E se a família não conseguir compreender suas necessidades, esta se sentirá mais do que desamparada.


Ambos (mamãe e bebê) estando bem a família toda é beneficiada.

O (a) fisioterapeuta também não fica indiferente quando a mamãe toma a decisão de não amamentar o bebê no seio, procurando compreender seus reais motivos. Mas o profissional terá a oportunidade de conversar com a mamãe, com o papai e sua família (se for o caso) e colocá-los a par da importância do aleitamento materno, não só para o bom desenvolvimento do bebê, como para ela também, e ambos estando bem a família toda é beneficiada. Dependendo do motivo, do não amamentar, o profissional fisioterapeuta ainda poderá encaminhá-la, se assim for da vontade da paciente, para outro profissional como em atendimento médico, psicológico, etc., para que possa receber outros cuidados também.


Os profissionais de fisioterapia estão sempre buscando contribuir positivamente no atendimento clínico para que haja um vinculo bom entre profissional e paciente, e que juntos encontrem a melhor forma de diálogo e confiança para que o relacionamento terapêutico possa fluir satisfatoriamente, e os benefícios sejam bem aproveitados por todos os envolvidos nesse momento tão especial.



Depoimento da Psicóloga como mamãe...


O que importa é como se faz o ‘cuidar’... a experiência corpórea de amor... uma bagagem existencial singular...

Como mãe, eu confesso que foi o melhor período de amor que já tive entre meu bebê e eu. Cada mãe com suas possibilidades, maiores ou menores, para a amamentação. Mas, ainda que seja por pouco tempo de amamentação no seio, devido algum motivo (como eu tive mastite, infelizmente) que seja com qualidade de interação nesse momento mamãe-bebê. Na minha experiência pessoal passei pelas duas formas de amamentação, no seio e na mamadeira (infelizmente devido a mastite). Mas, mesmo com mamadeira, o envolvimento com o bebê também pode ser um momento prazeroso de muitas trocas de carinho, respeito, amor, e o toque quentinho da mamãe transmitindo uma sensação boa, é indispensável. O bebê vai saber interpretar o que é prazeroso para ele também, e a mamada, seja da forma que for, será rica na alimentação por ele estar feliz com esse momento. Então, mamães, fiquem em paz, pois o que importa é como se faz o ‘cuidar’. A experiência corpórea de amor será sentida por ambos e levada como uma bagagem existencial singular para sempre.


Então, queridas (os) leitores, desejamos que esse momento traga experiências incríveis e saudáveis para todos! Abraços!







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Referências de apoio:


Brasil. Ministério da Saúde (MS). II Pesquisa de prevalência de aleitamento materno nas capitais brasileiras e Distrito Federal Brasília: MS; 2009.


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