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OUTUBRO ROSA E NOVEMBRO AZUL

Atualizado: 24 de out. de 2023








Juntos na causa!


O “Outubro Rosa” e “Novembro Azul” representam um assunto que não é de responsabilidade de um ou outro profissional apenas, ou do paciente, mas de uma equipe multiprofissional e de toda sociedade. E o ideal não é só no caso de câncer de mama ou da próstata, mas para muitos outros cuidados de doenças que afetam a saúde e o bem-estar do ser humano gravemente. A Psicologia, Fisioterapia e Massoterapia, entre tantas outras áreas de cuidados com a saúde, também fazem parte dessa equipe multidisciplinar!


"A representatividade do mês rosa e azul podem contar com a atenção de todos em prol destas campanhas para alertar e conscientizar as mulheres, homens e toda a sociedade, sobre a importância da prevenção do câncer de mama e do câncer de próstata, que é fundamental"


Um dos maiores temores das mulheres é o câncer de mama e dos homens o de próstata, e seus efeitos psicológicos e físicos podem afetar sua sexualidade, a imagem dela como mulher e dele como homem e sua fertilidade, além da vida social e familiar de ambos, entre outras situações associadas.


O diagnóstico de câncer de mama ou de próstata e todo tratamento a seguir é uma experiência nova, não só para o paciente oncológico, mas para todos os familiares e amigos próximos. E isso acaba construindo em cada pessoa sofrimentos, ansiedades e angustias, sobretudo, para o/a paciente oncológico, pois dependendo do tão avançado que possa estar a doença, a “imagem da morte” passa ser uma ameaça. Por isso, é tão importante fazer os exames preventivos de mama todo ano, a partir dos 35 anos de idade com seu ginecologista, e nos homens a partir dos 50 anos, a menos que haja um histórico familiar, a partir dos 45 anos com um urologista, ou conforme a indicação médica.


O espaço terapêutico psicológico é o lugar para acolher tanto a (o) paciente quanto seus familiares. E o psicólogo (a) não vai olhar para a doença, mas para o ser humano que está ali em sua frente trazendo suas angustias, frustrações, medo e a desesperança muitas vezes. Há, nesse momento, a necessidade de alguém que olhe para a (o) paciente para além de sua doença e que escute sua história e sua experiência do que está passando através da palavra, assim como a “fala” do seu corpo, sem nenhum julgamento de quem ouve. No setting terapêutico é garantido o sigilo, o que lhe dá confiança para o seu desabafo, pois o seu adoecer, ou de alguém que se ama, é sofrimento, e é preciso saber como lidar com tal situação.


"A Psicologia ajuda levantar a autoestima da mulher ou do homem? Ajuda, pois o paciente mostra-se abalado pela doença que afeta sua identidade e autonomia, sobretudo para a mulher, mas não adianta apenas focar nisso. É preciso olhar e conhecer sua singularidade, pois cada pessoa traz sua experiência que é única e a atenção do psicólogo (a) é no paciente por completo, não na doença em si"

Precisamos compreender o que esta experiência nova representa para o paciente e para os seus, e precisamos trabalhar todos os aspectos relacionados ao seu modo de ser-e-estar-no-mundo.


Passar por uma cirurgia de mastectomia (retirada parcial ou total das mamas) é um procedimento, muitas vezes necessário, e afeta a autoimagem da mulher como uma “violência” ao seu corpo e afetando sua feminilidade. E o pós-cirúrgico, que acaba impossibilitando algumas atividades da mulher, torna-se então, a presença da fisioterapia/massoterapia fundamental nesse caso para ajudá-la na reabilitação de algumas disfunções. Já no homem, a prostatectomia radical pode trazer consequências como a incontinência urinária e disfunção sexual erétil e requer a mesma atenção.


O psicólogo (a) pode estar presente também nos hospitais, nas sessões de quimioterapia e onde mais se fizer necessário acolher os pacientes.

A experiência do paciente oncológico e/ou de seus familiares será sempre algo próprio de cada um, e é preciso compreender qual o sentido que eles têm sobre o adoecer, possibilitando, a partir disso, a construção de novos sentidos, compreensões e ajudando em sua ressignificação nesta mudança de vida que foi, em suma, a sua revelia, mas natural, pois não é algo que queremos que aconteça, mas estamos sujeitos a isso.


É preciso que o (a) paciente não se sinta culpado (a) pela aparição da doença, por não ter feito adequadamente o autoexame ou procurado um médico mais vezes, pois nem sempre depende somente da sua vontade, mas de inúmeras coisas ou situações que o (a) impede de se cuidar adequadamente, assim como de familiares. Ao psicólogo (a) cabe ser como uma grande árvore que poderá lhe oferecer sombra fresca, um ouvir clínico especializado e acolhedor, seja para suas alegrias ou sofrimentos.


A fisioterapia pode atuar em diversos campos da atenção a saúde, e lança mão de um conjunto de técnicas corporais que agem sobre o organismo humano, realizando uma motivação ativa ou passiva e reestruturando gestos e funções.


Entre várias atuações, a Fisioterapia também está voltada para o tratamento onco-funcional como contribuições do profissional fisioterapeuta. E, ao falar do “Outubro Rosa”, torna-se necessário não só falarmos sobre o autoexame das mamas todos os meses e dos exames realizados periodicamente pelos profissionais, como também da importância da atenção fisioterápica em casos específicos.


E, no Novembro Azul, os cuidados da fisioterapia também é importante. Uma vez identificado o tumor (mamário ou prostático) maligno, torna-se então necessário a realização da quimioterapia e radioterapia para ajudar no tratamento e, quando necessário, a mastectomia ou prostatectomia radical, o acompanhamento fisioterapêutico é uma dos tratamentos importantes junto a uma equipe multiprofissionais (ou em paralelo) para minimizar os efeitos da cirurgia radical ou mesmo superá-los.


"O câncer de próstata atinge os homens em maior proporção se comparado ao índice do câncer de mama nas mulheres. É assintomático no início e 95% dos casos quando descoberto a doença já está avançada"


A intenção do (a) fisioterapeuta é buscar a prevenção e a promoção da qualidade de vida e não apenas tratar e curar tal doença. Este padrão de “tratar e curar” com limitações, sem promover mais qualidade de vida, está mudando para melhor com a participação de várias áreas da saúde. A Fisioterapia atuando na área oncológica traz contribuições que ajudam na recuperação/cura da pessoa, mas a fisioterapia como preventiva vai além, pois cria condições para uma saúde de qualidade, do bem-estar físico, psíquico e social, previne possíveis complicações devido ao desenvolvimento do câncer, seja no diagnóstico, no tratamento e, se houver recorrência da doença, assim como nos cuidados paliativos. Desta forma, a fisioterapia oncológica preventiva dedica-se a minimizar ao máximo o sofrimento do paciente.


Havendo um programa precoce de atendimento ao paciente com a doença desde o início, antes de quaisquer complicações como, por exemplo, dor, linfedema, possíveis limitações de movimentos e aderência cicatricial no caso da mulher, o tempo de internação pode ser menor e poderá retornar o quanto antes às atividades do dia a dia e, da mesma forma, para o homem pode recuperar-se das lesões provocadas pelo tratamento.


Havendo a cirurgia, no pós-operatório, podem-se enumerar várias atividades terapêuticas para ajudar o paciente, a saber, exercícios respiratórios, alongamento global, manobras de drenagem linfática manual para redução do edema existente, trata da cicatriz evitando aderências e fibroses; previne e melhora a mobilidade, fortalecimento muscular do membros superiores (no caso da mulher), que são afetados pelos procedimentos cirúrgicos, entre outras. E para o homem realizam-se exercícios específicos, avaliação da qualidade de vida sexual, diário miccional e eletroterapia.


Câncer de mama é uma das maiores causas de mortalidade entre mulheres no Brasil atualmente, um problema público de saúde e, se identificado no início, tem até 95% de cura. E algo que muitas pacientes não sabem, é que praticar atividades físicas também ajuda na prevenção do câncer de mama e de cólon.


"De acordo com o relatório de “Recomendações Mundiais Sobre Atividade Física”, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 25% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados se os pacientes praticassem exercícios por, no mínimo, 2 horas e meia por semana"


Então, não deixem de fazer o autoexame como parte da prevenção. Se toquem, literalmente, mulheres e homens, apalpando as mamas e as axilas, e os órgãos genitais. E se sentir qualquer alteração, que perceba que é diferente, consulte seu médico. Mulher, toque suas mamas durante os primeiros dias após a menstruação, quando já estão desinchadas. Os homens a partir dos 50 anos, ou até 10 anos antes para uma prevenção a mais. E, também, marcar uma consulta com o (a) ginecologista e o (a) urologista pelo menos uma vez por ano. Cuidem-se ao máximo e não tenham dúvidas sobre esses assuntos. Consulte sempre um profissional para que esse possa esclarecer, ok? E 'bora lá' fazer exercícios físicos! Cuide de você com amor!


Abraços!

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